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Prêmio Ser Humano reconhece práticas que transformam a gestão de pessoas no Brasil

Promovida pela ABRH Brasil, iniciativa reconhece projetos com resultados para organizações, pessoas e sociedade. A cerimônia da edição de 2026 será realizada dia 18 de agosto, durante o CONARH

O Prêmio Ser Humano, promovido pela ABRH Brasil, chega à edição de 2026 consolidado como uma das principais iniciativas de reconhecimento às boas práticas de gestão de pessoas no país. Com participação das seccionais da ABRH em todo o Brasil, o prêmio valoriza organizações e profissionais que desenvolvem práticas consistentes e transformadoras e projetos capazes de apresentar resultados concretos para as organizações, para as pessoas e para a sociedade.

Mais do que premiar projetos, a proposta é dar visibilidade a iniciativas que possam inspirar outras organizações e contribuir para a evolução do ambiente de trabalho no Brasil. A premissa é fazer com que experiências bem-sucedidas ultrapassem os limites das empresas onde surgiram e possam contribuir para o desenvolvimento do mercado. “Quando uma boa prática é reconhecida, ela deixa de ser apenas uma experiência interna e passa a servir como referência para todo o mercado”, afirma Rosanne Martins, diretora nacional do Prêmio Ser Humano.


Foto Rosane 

A edição de 2026 também chama a atenção para uma transformação que vem sendo percebida dentro das organizações: a gestão de pessoas deixa de ocupar uma posição isolada de apoio para se tornar parte da estratégia e da sustentabilidade dos negócios.

Avaliação vai além da apresentação dos projetos

A profundidade do processo de avaliação é apontada como um dos diferenciais do Prêmio Ser Humano. A análise não considera apenas a apresentação de uma ideia ou a narrativa construída em torno de determinado projeto. São observados o contexto no qual a iniciativa foi desenvolvida, seus objetivos, a metodologia utilizada, os indicadores adotados, os resultados alcançados e a possibilidade de a prática gerar impacto sustentável.

O prêmio possui critérios estruturados, avaliadores capacitados e etapas de análise e calibração. Em 2026, todo o processo também passou por auditoria e atingiu 100% de conformidade, reforçando o compromisso da ABRH Brasil com a credibilidade, a transparência e a qualidade da avaliação.

Na análise dos projetos, os avaliadores buscam especialmente a coerência entre o problema identificado pela organização, a solução desenvolvida e os resultados apresentados.

Isso significa que uma iniciativa não precisa necessariamente envolver grandes investimentos financeiros ou tecnologias sofisticadas para conquistar relevância. “Muitas vezes, as iniciativas mais transformadoras surgem de uma leitura muito precisa das necessidades das pessoas e da organização. O que realmente importa é a consistência da prática, a capacidade de gerar mudanças e a existência de evidências que sustentem os resultados”, explica Rosanne.

 Quatro modalidades reconhecem diferentes práticas 

Os trabalhos inscritos no Prêmio Ser Humano são avaliados em quatro modalidades: Desenvolvimento, Excelência Organizacional, ESG e Jovem.

A diversidade das modalidades permite reconhecer desde programas direcionados ao desenvolvimento de lideranças e talentos até iniciativas relacionadas à cultura organizacional, sustentabilidade, responsabilidade social, inovação e preparação das novas gerações para o mundo do trabalho.

Embora cada modalidade tenha suas particularidades, todas compartilham uma exigência central: os projetos precisam demonstrar impacto real.

A atenção aos resultados também acompanha uma mudança observada nas próprias organizações. Segundo Rosanne, as empresas estão sendo cada vez mais desafiadas a demonstrar os efeitos concretos das ações desenvolvidas. “Não basta afirmar que uma iniciativa foi positiva. As organizações estão sendo desafiadas a demonstrar como aquela prática impactou as pessoas, o negócio e a sociedade”, destaca.

 Avaliadores ajudam a assegurar credibilidade ao processo 

Os avaliadores ocupam papel fundamental na estrutura do prêmio. São profissionais experientes, com diferentes trajetórias e áreas de conhecimento, responsáveis pela leitura e análise dos projetos inscritos.

Antes do início das avaliações, esses profissionais passam por uma preparação específica sobre os critérios e a metodologia do Prêmio Ser Humano. Também são realizadas etapas de calibração, que permitem aprofundar as discussões e buscar maior equilíbrio e coerência nas decisões.

Todo esse trabalho é realizado de maneira voluntária. “A dedicação desses profissionais demonstra um compromisso genuíno com o desenvolvimento da gestão de pessoas no Brasil”, ressalta Rosanne.

Entre as profissionais que integram o grupo está Beatriz Mello, que participa pelo segundo ano consecutivo como avaliadora do Prêmio Ser Humano. Para ela, conhecer projetos desenvolvidos em diferentes regiões brasileiras permite acompanhar de perto iniciativas inovadoras que estão sendo implementadas pelas organizações. “Esse é o segundo ano consecutivo que sou convidada para compor o time de avaliadores do Prêmio Ser Humano e posso dizer que a experiência é sempre transformadora. São projetos de diferentes regiões do Brasil, em diversas modalidades, que evidenciam práticas inovadoras dentro das organizações. Avaliar cada um deles exige responsabilidade e atenção, mas ao final é de muita satisfação poder contribuir com essa iniciativa da ABRH”, afirma.

Beatriz destaca ainda a dimensão humana percebida durante o processo de avaliação. “Participar desse programa é o que reafirma, a cada edição, o poder das pessoas para transformar organizações, e o Prêmio Ser Humano é prova viva disso. Estou animada pra ver a premiação presencialmente na CONARH desse ano!”, completa.


Foto Beatriz 

Beatriz Mello é formada em Marketing, com especialização em Leadership & Mediation Skills pela Universidade de Toronto e Negotiation & Leadership pela Universidade de Harvard. Foi executiva de grandes empresas multinacionais como Red Bull, WTC Business Club, Philip Morris, Michael Page, LinkedIn e Web Summit. Atua como membro do Advisory Board da ILoveMyJob, Board Member na Board Academy, além de ser consultora de empresas, mentora de executivos, palestrante internacional, embaixadora de algumas marcas e host do Evolve Voices Podcast.

 Projetos revelam mudanças na gestão de pessoas 

O conjunto de projetos avaliados também permite observar movimentos que estão acontecendo dentro das organizações. Uma das principais percepções é a compreensão de que a gestão de pessoas não pode mais ser vista como uma área de apoio isolada da estratégia empresarial.

Ela passa a ser entendida como parte central da sustentabilidade do negócio.

Entre os temas que aparecem de maneira cada vez mais integrada estão saúde emocional, inclusão, desenvolvimento de lideranças, experiência do colaborador, transformação cultural, novas tecnologias e responsabilidade social.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação em medir os resultados das iniciativas. A intenção de gerar uma transformação positiva precisa estar acompanhada de evidências capazes de demonstrar seus efeitos sobre as pessoas, os negócios e a sociedade.

Esse movimento também provoca uma reflexão sobre uma expressão que se tornou frequente no ambiente corporativo: colocar as pessoas no centro.

Para Rosanne, transformar esse conceito em prática não significa atender a todas as expectativas ou eliminar os desafios existentes no ambiente de trabalho. Significa reconhecer que são as pessoas que constroem os resultados das organizações. “Isso exige escuta, clareza, coerência, respeito e responsabilidade”, afirma.

Segundo ela, é principalmente diante das situações mais complexas que se torna possível perceber se esse posicionamento realmente faz parte da cultura organizacional. “A diferença entre discurso e prática aparece nos momentos mais difíceis. Está na forma como a empresa conduz uma mudança, desenvolve suas lideranças, comunica decisões, reconhece contribuições e enfrenta situações de vulnerabilidade. Uma organização verdadeiramente orientada para pessoas não demonstra isso apenas em campanhas. Demonstra nas escolhas que faz todos os dias.”

 Reconhecimento amplia a circulação de boas práticas 

Se reconhecer os projetos fortalece as organizações e as equipes que participaram de seu desenvolvimento, o propósito do Prêmio Ser Humano vai além do momento da premiação.

A divulgação das experiências cria oportunidades para que soluções desenvolvidas em determinados contextos possam servir como inspiração para outras organizações.

Uma prática implementada por uma empresa pode estimular novas soluções em outra região ou até mesmo em outro país, em setores diferentes ou em organizações de outros portes. É justamente essa circulação de experiências que amplia o alcance dos projetos reconhecidos.

“O reconhecimento fortalece as organizações e as equipes responsáveis pelos projetos, mas o impacto não termina na premiação. Ao compartilhar essas práticas, criamos um ambiente de aprendizagem coletiva”, afirma Rosanne.

Para a diretora nacional do Prêmio Ser Humano, fazer com que esse conhecimento circule está entre os principais legados da iniciativa. “Uma experiência desenvolvida em determinada empresa pode inspirar uma solução em outra região ou país, em outro setor ou em uma organização de porte diferente. O conhecimento precisa circular. Esse é um dos maiores legados do Prêmio Ser Humano.”

 Cerimônia acontece em 18 de agosto no CONARH 

A cerimônia do Prêmio Ser Humano 2026 será realizada no dia 18 de agosto, das 14h40 às 15h20, durante o CONARH, no São Paulo Expo.

O encontro será um momento de reconhecimento e celebração, mas também de reflexão sobre o futuro da gestão de pessoas. O público terá a oportunidade de conhecer projetos que estão transformando organizações e valorizar as pessoas responsáveis por questionar modelos antigos, propor novos caminhos e transformar ideias em resultados concretos. “Mais do que apresentar vencedores, queremos celebrar quem está construindo ambientes de trabalho mais humanos, responsáveis e sustentáveis”, afirma Rosanne.

A premiação reforça ainda uma mensagem para as organizações: investir nas pessoas e fortalecer os resultados empresariais não são caminhos opostos. “Não existe excelência organizacional sem excelência na gestão das pessoas. As empresas podem investir em tecnologia, processos e estratégias, mas são as pessoas que transformam esses recursos em resultados”, ressalta.

Para Rosanne, é justamente essa compreensão que está no centro das práticas reconhecidas pelo Prêmio Ser Humano. “O Prêmio Ser Humano reconhece justamente aqueles que compreenderam que cuidar das pessoas e fortalecer o negócio não são objetivos opostos. Quando existe intencionalidade, coerência e boa gestão, eles caminham juntos”, conclui.

Foto Crédito: Divulgação/Canva

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